Friday, November 15, 2013

O MELHOR DE ROGER CORMAN TOP 09


The Masque of the Red Death 1964





The Man with the X-Ray Eyes 1963





It Conquered the World 1956





 

Not of this Earth 1957





Bloody Mama 1970





The Wasp Woman 1959






Tomb of Ligeia 1964




Cry baby Killer 1958




The Raven 1963

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Sunday, March 18, 2012

EXPLOITATION MOVIE GALLERY

Friday, March 16, 2012

ZAAT


Finalmente lancado em BD o incrivelmente trash ZAAT! O que antes era um reliquia de colecionadores de VHS, mesmo que o filme nao estivesse completo, faltando sequencias e dialogos, ou simplesmente com titulos diversos, agora poderá ser admirado (!) em high definition e, o que é melhor, completo!



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Thursday, March 15, 2012

NIGHT EDITOR (1946)

O Sonho e a Náusea, a Psicanálise e o Existencialismo, eram ambos referências constantes no filme. A psicanálise prestava-se à análise de personagens moral e psicológicamente perturbados. A misoginia latente explicava-se no novo papel adquirido pelas mulheres quando da entrada destas no mercado de trabalho, à partir da 2a grande guerra. A alienação, a solidão, a ausência de sentido, o absurdo da existência, o vazio, compõem a atmosfera existencial de um héroi desenraizado e praticamente desintegrado, inexistente, anti-héroi.

Alguns filmes Noir trazem, dentre de suas próprias convenções, a mesma complexidade e a mesma dificuldade de classificação que as demais modalidades filmicas americanas. Portanto, seria NIGHT EDITOR um bom filme noir? Parece-me que a resposta é negativa, embora, haja grandes momentos e excelente atmosfera, principalmente pela presença magnética da vamp/femme fatale Jill Merrill (Janes Carter), uma mulher da alta sociedade, casada, amante de um policial de vida dupla, Tony Cochrane (Willian Gargan)


Lançado como um plot do que deveria ser uma série televisiva – mas que nunca ganhou existência – NIGHT EDITOR foi baseado no programa de rádio Hal Burdick, que, por sua vez, se baseia na historia Inside Story.


 
Numa redação de jornal, em flashback, jornalistas comentam a asfixiante historia do policial Cochrane, homem casado e pai de um garoto que o ama, amante de uma mulher rica, a insaciável Jill Merrill, que tenta se livrar das amarras de um relacionamento moralmente condenável que se torna, também, uma teia de aranha de amarras criminosas.

Na tentativa de se livrar do relacionamento com a amante, Tony Cochrane leva Merrill de carro até um penhasco na beira da praia, local costumeiro de outros encontros do casal. Os dois presenciam a chegada de um segundo veiculo no qual ocorre uma discussão seguida de um brutal assassinato. Merrill se sente sexualmente excitada pelo crime, tentando, inclusive, ver o corpo da mulher morta pelos golpes de uma barra de ferro, impedida por seu ora perplexo amante.

Como policial Cochrane não pode denunciar o crime e nem mesmo investigá-lo, sob pena de revelar sua infidelidade e expor sua família a um escândalo.


A despeito da excelência visual e de boas seqüências, esse pequeno Low Budget Noir produzido pela Columbia infelizmente sucumbe à falta de sua substancia do roteiro, atores ineptos e uma certa delimitação e incongruência no agir dos personagens.

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Saturday, January 21, 2012

FASTER PUSSYCAT



mulheres sexistas batendo em homens sexistas

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Monday, December 19, 2011

I WALKED WITH A ZOMBIE

Quando Val Lewton e o diretor Jacques Tourneur se uniram para fazer o seu segundo filme juntos, o mundo já estava em guerra por quatro anos. Ambos estiveram no palco europeu e sentiram a dor da guerra com uma intensidade única. Ambos os homens estavam interessados em explorar o que nunca foi representado - a mente feminina, o reino indefinível entre o natural e o sobrenatural, e os oprimidos. Eles investigaram uma realidade composta pelo intangível, uma verdade tênue. Sobre Tourneur, Scorsese diz: "É conveniente que tantos filmes de Jacques Tourneur tenham temática sobrenatural e paranormal, porque o seu próprio toque como cineasta é ilusório, ainda tangíveis, como a presença de um fantasma - de certa forma, você poderia dizer que o toque Tourneur é tão refinado e sutil que ele assombra seus filmes ". O projeto de Lewton e Tourneur, I Walked With A Zombie, nos assombra pela capacidade dos homens em mergulhar nas profundezas da psicologia humana, o medo, o desconhecido e a discriminação. Este filme apresenta elementos góticos do feminismo, uma visão de mundo desconstrucionista e simpatia pela culturas colonizadas.



Feminismo gótico ou o Feminino Monstruoso

A tradição gótica apresenta características que a tornam um estilo verdadeiramente único. Antigos castelos, mansões da família, donas de casa sub-reptícia, segredos maritais, jovens mulheres inocentes, heranças de família e esganiçados cantos distantes de figuras noturnas pontuam esta escola. Figuras femininas também são imagens proeminentes na tradição gótica história. Ao longo da evolução do gótico, personagens femininas tornaram-se cada vez mais ousadas e aventureiras . Elas podem ser uma vítima das circunstâncias, tanto quanto podem tomar decisões e trabalhar com suas próprias mãos. Muitas vezes há sacrifício envolvido, caso os planos não saiam como inicialmente projetados, mas a antevisão desta barreira já se instalou em sua consciência. Na verdade, esses personagens possuem suas próprias consciências e objetivos. Mais tarde, histórias Góticas - denominadas "romances góticos" - imprimiu esta nova figura emergente do sexo feminino contra os padrões do passado - hierarquia masculina, responsabilidades familiares, e outras tradições arcaicas - ao colocá-la em um estranho mundo onde as regras são desconhecidas, e o perigo, iminente.



Walk with a Zombie cumpre esta tradição gótica, e acrescenta uma nova camada de feminismo às leituras anteriores desta tradição. Lewton tinha trabalhado em Gone With the Wind, Rebecca, e Jane Eyre, com David O. Selznick antes de iniciar e dirigir sua própria unidade na RKO. Ironicamente, a RKO contratou Lewton para fazer filmes baratos, gerando dinheiro rápido visando compensar o saldo negativo advindo das contas de Cidadão Kane e Soberba, de Orson Welles. Entrementes, os estúdios da Universal tinham uma máquina eficiente de filmes de horror, tanto ligados ao background literário – Dracula de Bram Stoker, Frankenstein de Mary Shelley, o Médico e o Monstro, de Stevenson – o que gerou franquias rentáveis, quanto os descartáveis spookies teenagexploitation, com títulos como Frankenstein Meets The Wolfman, The Mummy, com Karloff, dirigido por Karl Freund. I Walked With A Zombie recebeu roteiro elaborado por Curt Siodmak, escritor de quase todos os filmes de terror da Universal. Diante do desafio, Lewton resolveu fazer seu próprio percurso, e decidiu por uma reformulação de "Jane Eyre" nas Índias Ocidentais. Com isso, Lewton cria um novo estilo gótico do feminismo.



Quanto a Jacques Tourneur, sua atração pelo Gótico remonta a sua infância. Ele relembra: “Fiquei cerca de quatro anos vivendo nos jardins de Luxemburgo. Meu pai, que antes de se tornar um cineasta, pintava e tinha trabalhado com Puvis de Chavannes, co-fundador da Société Nationale des Beaux-Arts e um dos expoentes do simbolismo na França. Seu estúdio era uma sala grande e misteriosa que me encheu de medo. Foi lá, na véspera de Natal, onde meus pais iriam colocar meus presentes, dizendo para mim: ‘Vá encontrá-los você mesmo.’ Havia um corredor muito longo, completamente negro, e eu podia ver ao longe as manchas brancas dos meus presentes. Eu andei em linha reta, sozinho, dividido entre o desejo pelos brinquedos e o medo quase enlouquecedor, que quase me fez desmaiar, especialmente porque os brinquedos em suas embalagens passaram a assumir uma aparência fantasmagórica.”



Esta união de medo e desejo, beleza e terror é prevalente no grande estilo de direção de Tourneur. Seus filmes mantém, muitas vezes, impressões duais e ambíguas. Objetos do cotidiano assumem aparências sinistras, e pessoas comuns acabam por se transformar em monstros. Desde o início da I Walked With A Zombie, Lewton apresenta um cenário estranho e inquietante. A heroína, Betsy Connell, (como Jane Eyre) chega para encontrar sua nova casa no qual deverá trabalhar como enfermeira. Em Fort Holanda ela é orientada: "já foi um forte, agora não mais." Embora haja comentários sobre a riqueza do passado, tudo agora é menos convidativo, rodeado por um alto portão de ferro, forjado.



O roteiro original descreve: "Em um canto está uma grande torre de pedra, obviamente, uma relíquia de um prédio anterior". Este lugar está em decadência, e representa uma ideologia do passado. O elemento gótico é persistente: uma casa em degeneração, até a decomposição, o seu espaço de vida umbral e a contração para o espaço de um necrotério e túmulo. Betsy vem de Ottawa, Canadá que contrapõem, em sua chegada às Antilhas, à cidade representada pelos clássicos prédios de arenito; o Canadá é limpo, branco e devidamente britânico, ao passo que as Índias Ocidentais são quentes, úmidas e cobertas por densas plantações que sugerem uma sensação de obscuridade e decadência. A casa como descrito no filme é labiríntica. Vemos quartos, mas não se sabe como eles se conectam. Há um jardim do pátio mas não sabemos a disposição das salas, impossibilitando os espectadores de criar um mapa mental, subsistindo a desorientação. A decoração é simples, mas encantadora, com exceção da fonte estranha no pátio: figura de proa de um navio, São Sebastião com flechas em seu dorso. Um São Sebastião enegrecido pelo mar e pelo tempo. Esta brutal imagem de um quase gárgula remonta a uma superstição comum às narrativas góticas, mas veementemente negada no decorrer da projeção da película. São Sebastião foi martirizado por arqueiros. A figura de proa do navio tinha como objetivo assustar o inimigo, bem como aplacar uma divindade enquanto a tripulação enfrenta uma passagem segura pelo mar. A figura totêmica, símbolo religioso comum em navios de final de 1600 e início de 1500, no auge da guerra entre católicos e protestantes e o início da contra-reforma é, também, no filme de Tourneur, uma imagem do negro, escravo, açoitado pelos colonizadores. Capitães e tripulação acreditavam que esses ornamentos esculpidos em madeira lhes traria sorte em suas viagens, mas, em contrapartida, não deixa de ser irônico que foi a partir destes navios que negros escravos aportaram nestas ilhas. A estranheza deste ícone é evidente, preocupante e, em sentido primeiro, torna-se um marco usado para designar o objeto de estudo do medo psíquico e físico, o estudo da relação entre a magnitude de um estímulo visual e a intensidade com que este é percebido por parte dos personagens e, em ultima instancia, nós mesmos, os solitários observadores. Mas Lewton não comunga desta fábula trazida à consciência na figura totêmica, mas, antes empresta às fábulas e pesadelos de uma época passada o repudio de sua autoridade; assim como os pioneiros protestantes conscientes do romance gótico levaram ao novo mundo velhos fantasmas da Europa católica, somente para, por ultimo, exorcizá-los. Lewton leva o cinéfilo a apreciar o sentimento assustador enquanto assiste a história se desenrolar. Tal ato só é possível em vista da aparente descrença no horror supranatural.



Betsy, a mulher que se encontra neste lugar estranho, estrangeiro, é a protagonista de I Walked With A Zombie. Ela narra a maior parte do filme e os acontecimentos são vistos a partir de sua perspectiva. Vemos a trama que gradualmente envolve a fêmea, ao invés de tê-la como o objeto da narrativa. Há perigo, mas não desamparo. Betsy é uma enfermeira, contratada para cuidar da esposa de Paul Holland, Jessica. Betsy é lógica e eficiente, como uma enfermeira deveria ser. Ela é bem-educada, gentil e compassiva, como uma mulher deve ser. Mas um forte desejo de encontrar uma cura para Jéssica, que se manifesta em um desespero sobrenatural, leva a narrativa sincopada a resvalar na superstição da personagem. Quando mostra disposição feérica em fazer qualquer coisa para ajudar a paciente, mesmo afirmando-se na delicadeza e ingenuidade, Betsy também demonstra sua independência e sua autodeterminação, características das heroínas da tradição gótica Quando Betsy aceita o trabalho que consiste em cuidar, e talvez curar, a esposa de Mr. Holland, Jessica, ela não imagina as dificuldades a vir: seria Jéssica um zumbi?



O personagem da enfermeira advém da dialética feminina decorrente da interação entre homens e mulheres durante a Segunda Guerra Mundial. Neste mundo nascituro não há desavenças entre a esposa e amante, mulheres adultas não são vistas como rivais sexuais, a função da amante é menos perturbadora do que construtiva.

Esta nova fêmea também é colocada em contraste com um personagem mais velhas do sexo feminino: a mulher vitoriana, como alguém que não tenha descartado a hierarquia masculina. O resultado que se vê é uma mulher desprovida de força de vontade, incapaz de falar ou até mesmo agir por si mesma (Jéssica, um produto da moral Vitoriana). Ela vai obedecer apenas a comandos simples.

Desconstrucionismo

Os personagens lidam constantemente com o absurdo de uma realidade fixa, algo verdadeiramente incompreensível e portanto opressor. A narrativa também desafia a noção de verdade empírica, postulando a impossibilidade de qualquer certeza e nenhuma identidade fixa. A verdade é contextual, estreitando o foco comparativo entre as idéias entronizadas mediante o padrão ocidental e a superstição primitiva das Índias Ocidentais; e assim coloca em questão a nossa capacidade de obtermos a verdade e a certeza. I Walked With A Zombie é um exercício sustentado pela ambigüidade; um filme que carrega antecessores elípticos (Cat People, 7Th Victim) através de sofisticados procedimentos narrativos oblíquos; um mundo onde o horror sempre se esconde sob a calma. O filme apresenta muitas possibilidades diferentes, sugestões, idéias e perguntas, enquanto reavalia-se constantemente. Tenta-se encontrar uma realidade que em tese não existe, uma intersecção de todas as facetas e aspectos apresentados na trama. Na chegada da enfermeira às ilhas, o marido de Jéssica profere estas palavras complementares: “Os peixes voadores - eles não estão pulando de alegria - Eles estão pulando de terror. Peixes maiores quererem comê-los. A água luminosa que leva o brilho de milhões de minúsculos cadáveres. é o brilho de putrefação. Não há beleza aqui, somente morte e decadência. Mas seria bom morrer aqui, acho que mesmo as estrelas querem isso.”




Ao questionar o básico - neste caso, a beleza - ele define o estágio que está por vir: as tradições dos nativos são constantemente questionadas, da mesma forma como o caráter dos personagens estão em constante fluxo.

A idéia de alguém vagando sem rumo e inconsciente é assustadora. Descobre-se que Jéssica avança pela escuridão da noite, logo após o canto dos tambores: a película encontra seu viés interrogatório. De fato, em cada instância do ponto e contraponto, a suposição é de não encontrar saída e ser forçado constantemente a reexaminar suas crenças, ao mesmo tempo em que mostra um mundo fantasmático, desconstruído em sua antítese binária - Vida e morte de escravos, beleza e feiúra, liberdade e colonialismo, enfim, um mundo além das perspectivas tratadas pelo filme. Um mundo extracampo. A sociedade agrária e colonialista apresentada por Lewton/Tourneur, simbolizada pela figura de São Sebastião no jardim, mostra o cativeiro e a exploração para os senhores do engenho, e a liberdade – através da morte – e o medo pela opressão, através dos olhos dos fracos.

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Sunday, June 12, 2011

THE COLOSSUS OF NEW YORK

The Colossus of New York (1957)
Radiation Cinema





Em agosto deste ano, finalmente em DVD, pela Olive Films, um dos mais cultuados Sci-Fi Horror dos 1950's, The Colossus of New York.

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Sunday, October 24, 2010

I MARRIED A MONSTER FROM OUTER SPACE

Sunday, December 13, 2009

BIKINI GIRLS MEETS THE SPACE MONSTER