Thursday, November 05, 2009

AVERE VENT´ANNI


Realizador de filmes triviais, Fernando Di Leo foi catapultado à categoria de 'cult' logo que Tarantino segurou a alça do seu caixão, e, posteriormente, organizou, em Milão, uma mostra dos seus 'poliziescos', talvez o que reste de proveitável da sua não tão grande filmografia. Avere Vent´anni (1978), o título mais controverso do cineasta mostra em uma paleta um tanto amarga, as aventuras dos personagens de Gloria Guida (Lia) e Lili Carati (Tina), duas crias da revolução sexual e dos ventos de 1968, contrapostas a uma Itália machista e muito pouco tolerante com mudanças comportamentais. O filme oscila entre a comédia italiana e o schocker, sempre balançando entre a mediocridade e liberdade no tratamento dos desvãos dos filmes de gênero. Seu final, brutal ao extremo, afastou seus fans e irritou os distribuidores.

Monday, October 19, 2009

SEXPLOITATION MOVIE GALLERY





SEXPLOITATION MOVIE GALLERY





O QUE ESTÁ POR TRÁS DA IMAGEM



Baudrillard, conhecido por seu pessimismo crônico,
em vez de falar de uma “hipnose” exercida pelo cinema, prefere o
termo “desaparecimento”:

Estamos num mundo onde a função essencial do
signo consiste em fazer desaparecer a realidade e ao
mesmo tempo colocar um véu sobre esse desapareci-
mento. Atrás de cada imagem, alguma coisa desapa-
receu (a força do signo da imagem vem menos do
que ela representa e mais da prestidigitação que lhe
é própria).”



Baudrillard não fala, explicitamente, de uma morte
do cinema, mas, quando aponta para um enfraquecimento
geral da representação, ou da perda da relação analógica
entre o signo e o mundo real, com certeza remete sua
ameaça ao espetáculo cinematográfico.

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Sunday, October 18, 2009

CINEMA DA ERA DIGITAL


Quem já participou do processo de realização de um
filme sabe que o verbo “esperar” está presente em todas as
suas fases: espera-se pelas verbas de produção, pela
iluminação do set, pela maquiagem da atriz, pelo processa-
mento do material filmado, pela brecha nos horários da sala
de montagem, etc. Fazer cinema é, naturalmente, uma
atividade lenta. Petit vê nas tecnologias digitais uma
possibilidade de diminuir dramaticamente esta infindável
espera.

REPULSION


O clássico Repulsion (1965) conta com a participação de Catherine Deneuve como Carole, uma tímida e sexualmente reprimida garota belga que vive em Londres com a sua irmã (Yvonne Furneaux) e trabalha num salão de beleza. Quando a sua irmã se ausenta com o namorado para umas férias, Carole é deixada sozinha no apartamento de ambas. Paralisada com medo, evita sair de casa para o emprego e fecha-se no apartamento, onde rapidamente percorre um caminho que a levará à loucura e ao homicídio. Repulsion pertence a uma trilogia que muitos gostam de chamar de “The Apartment Trilogy”, que inclui, para além deste filme, Rosemary’s Baby (1968) e Le Locataire (1976). Ao vermos qualquer um destes filmes torna-se óbvio o título atribuído a esta espécie de trilogia solta. Todos eles têm como temas principais a solidão, o isolamento, a reclusão e a loucura. Têm também um outro “ator principal”, o apartamento numa grande cidade, onde o personagem se isola, dando origem a uma solidão que se pode entender como um “solitário com muita gente”. Estes temas, tornados recorrentes nos filmes de Polanski, encontram em Repulsion a sua representação mais séria, não procurando refúgio em temáticas sobrenaturais ou humor negro. No centro da narrativa, a reclusão de uma personagem, Carol. Esta reclusão, para além de afetar a narrativa, influencia toda uma estética visual. Quando Carol, que sofre claramente de problemas mentais ou psicológicos, cai numa espiral descendente de loucura, é através dos seus olhos que observamos o mundo, o seu mundo.

Quando vemos Repulsion é inevitável não pensarmos no Expressionismo Alemão. Filmes como “O Gabinete do Dr. Caligari” (1920) de Wiene ou “Nosferatu” (1922) de Murnau, são sem dúvida pontos-chave para estabelecermos uma relação e comparação. Totalmente afastado da estética mais teatral do Caligarismo, Repulsion não o recusa quando se trata de caracterizar a deformação do espaço, que através dos olhos da personagem sofre as mais diversas mutações/alterações que ilustram os conflitos internos dessa mesma personagem. O mesmo se passa com o uso do contraste entre a luz e a trevas, neste caso, entre a sanidade e a loucura. Tal como nos primeiros filmes expressionistas, que não eram sonoros e onde os atores se valiam das suas expressões faciais para demonstrarem o que se passava no seu intimo, Repulsion não se refugia nos diálogos para ilustrar o que vai na mente da personagem. Serve-se sim de um silêncio e de uma timidez que, refletidos na face de Catherine Deneuve, se tornam completamente incomodos e aterradores.
Com o decorrer da película é fácil encontrar elementos que se podem associar ao Expressionismo, sejam os grandes planos do rosto da personagem, as rachas das paredes do apartamento que aumentam cada vez que o pânico assalta a personagem, o aspecto orgânico, semelhante a barro, dessas mesmas paredes que retêm em si as marcas do rosto e das mãos de Carol quando esta se encosta a elas, ou até mesmo as mãos que brotam das paredes de um corredor e se esticam para tocar/agarrar a personagem.
O que poderia parecer um simples filme de horror, revela-se muito mais do que isso. Filmado de uma forma fria e analítica, jogando com influências dos mais diversos quadrantes, Repulsion torna-se um estudo clínico sobre a loucura humana, permitindo ao espectador mergulhar na mente da personagem principal sem que a qualquer momento sinta compaixão pela sua desgraça ou a censure pelos seus atos.
Se são claras as correntes que influenciaram Roman Polanski na realização deste filme, é também clara toda a sua genialidade, ao criar uma história que ainda hoje se revela perturbadora e que abriu muitas portas para um género de cinema que se tornou cada vez mais extremo.

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Wednesday, September 30, 2009

GRINDHOUSE COLLECTION


Grindhouse Girls of the 1970s! Quatro legítimos 1970's Sexploitation em dois DVDs! Lançamento do selo Secret Key Motion Pictures:


DAISY DOES HOLLYWOOD – Daisy knows what it takes to make it big in Hollywood, even if she has to hit every casting couch on the way!

BIG BEAVER SPLITS THE SCENE – It’s exactly what you think when John Holmes makes an appearance at this swinging neighborhood pool party!

GIRLS OF PARIS - Oooooh la la! Who says the French are rude? They’re certainly happy to help these two sexy young American co-eds explore the city of love!

TRAPPED IN THE HOUSE – When their housemother places them on probation, these sorority girls dress their boyfriends in drag and throw an “all-girls” pajama party!

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Sunday, September 27, 2009

Eye Myth / Eyemyth (1967), de Stan Brakhage


Utilizando a repetição de imagens, com um acompanhamento musical diferente a cada vez, o "truque" alcançado nos olhos e mente do espectador é, em especial, o alinhamento das formas, cores e movimentos a várias notas da trilha sonora.Um pedaço de celulóide pré-fotografado, Brakhage então procede à pintura das imagens para alcançar um miasma de cores e tonalidades viscerais. A ver, principalmente diante das possibilidades da internet

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Para quem estiver passando por lá




GET HIP RECORDINGS ARTIST NEWS: The CYNICS October Tour Dates!

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Sunday, September 20, 2009

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Die Baader-Meinhof Gruppe / Red Army Faction


Die Baader-Meinhof Gruppe / Red Army Faction is Joshua David Richardson with a revolving door of collaborators.

DBMG/RAF is a chance for musicians and multi-media artists to explore the use of violence within their chosen medium for the expressed purpose of destroying the economic, social, and artistic structures imposed on them by Late 20th and 21st Century Capitalism. It is inspired by the actions of West-Germany’s Red Army Faction (also known as the Baader-Meinhof Group), which sought the violent overthrow of West-Germany’s post-war governments from the 1970’s until its official disbandment in 1998.

die Baader-Meinhof Gruppe / Red Army Faction has appeared on bills alongside Alexander Hacke (Einsturzende Neubauten), the Nihilist Spasm Band, and Tony Conrad.

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THE CRAZIES


Box-Office Flop do realizador cult George Romero! Após Night of The Living Dead, em 1973, os produtores independentes pressionaram Romero a realizar este local grindhouse rodado na Pennsylvania. Contaminaçao da água na modorrenta cidade de Evans City torna os habitantes loucos ou assassinos. O Exército, em meio a paranóia, resolve desenvolver quarentena para evitar mais contágios. Quase nao há espaço para exposiçao de uma personagem individual, aqui, apenas o som o bloody gore de homens, velhos e crianças declarando de modo insano sua presença. Nao em raros momentos o filme vai além de um mero thriller sobre evidências de conspiraçoes governamentais. A crítica sobre a sociedade americana e sua classe média aturdida remanesce. O que você ve, porém, é uma disjunçao entre a irremediável voz política de Romero - talvez mais presente nos zumbis de Living Dead - e o crossover entre sci fi, horror e filme de açao, mantendo voz distanciada na narrativa ao passo que o espectador é jogado num cenário de absoluto caos visual.

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Sunday, September 13, 2009

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